O Presidente Nicolas Sarkozy anunciou hoje uma reforma das leis sobre a imigração que inclui a expulsão de França dos cidadãos europeus "sem meios duradouros de subsistência."
(Público)
Eu, como é do conhecimento geral, nunca fui grande entusiasta da União Europeia e muito menos vi nela um meio de resolução mágica dos nossos problemas. As razões para esse meu pouco entusiasmo prendem-se com a “História”. A “História” – e não a Economia – ensina-nos quase tudo o necessário para vivermos o presente e perspectivarmos o futuro. Ora a “História” ensina-nos que a “Europa” é, antes de tudo o mais, o continente das Nações e na sua maioria dos Estados-Nação. É essa a nossa principal matriz identitária: a Europa é o lar da nação portuguesa, das nações espanholas, da nação dos francos, dos germânicos, dos britânicos, dos russos. A realidade “Nação” num contexto europeu impor-se-á sempre. A “História” também nos ensina que as conglomerações das Nações europeias em que se verificou perda das respectivas soberanias só aconteceram em realidades imperiais (romano, Carlos V, napoleónico, russo, III Reich, União Soviética, etc) ou seja realidades constituídas pela força e pela lei do mais forte e que inexoravelmente terminaram quando essa lei deixou de ser assim tão forte e os mais forte se tornaram fracos.
A União Europeia é mais ou menos a mesma coisa: foi constituída para salvaguardar os interesses dos mais fortes (eixo franco-alemão e Reino Unido) e ao serviço desses mesmos interesses que é governado. É evidente que a força de hoje não é (aparentemente) a força das armas: é a força do dinheiro.
A solidariedade europeia é um conceito muito restrito e com uma validade muito, muito relativa.
O que o Presidente da França anda a fazer, que tanto choca os chamados europeístas convictos, é normal. É de uma normalidade atroz tendo em conta a salvaguarda dos superiores interesses do povo da Nação Franca. Está a fazer exactamente o mesmo que fazem os alemães e os britânicos, só que está a fazê-lo com mais alarido e escândalo.
Que nos sirva a nós de lição…é que nós também somos pobres.











