Segunda-feira, Outubro 31, 2011

País sem futuro

O Estado pede aos cidadãos para poupar (mesmo quando estes pouco podem): uma medida de longo-prazo. Mas em nada mais os contribuintes podem tomar decisões de longo-prazo. Vejamos um exemplo que me toca: o Estado “incentivou” os indivíduos a comprarem motociclos de baixa cilindrada – a carta de carro passou a servir para conduzir este tipo de veículos. Este ano troquei o meu carro por um motociclo: menos consumo de combustível, seguro mais barato e isenção de Imposto único de circulação. À partida, uma óptima decisão numa óptica de poupança. Só que na proposta de Orçamento de Estado para 2012, acabou-se a isenção de IUC para os veículos até os 180cc. Em Portugal, como diria o grande Pimenta Machado, o que hoje é verdade, amanhã é mentira. E não falo nisto pelo valor do imposto, são apenas 5,37€/ano para veículos de 150cc, apenas cito como exemplo da impossibilidade de tomar decisões ponderadas de longo-prazo. É viver o dia-a-dia, como diz o povo sabiamente. Quem é que quer investir num País assim?

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