Eu sou absolutamente a favor da “Procriação Medicamente Assistida” (embora considere esta expressão completamente infeliz), sejam quais forem as técnicas adoptadas (a inseminação artificial intra-uterina – IIU; a estimulação ovárica; a fertilização in vitro – FIV; a micro-injecção intra-citoplasmática de um espermatozóide – ICSI; a transferência intra-tubária de gâmetas – GIFT; a transferência intra-tubária de zigotos – ZIFT; Barrigas de aluguer) e considero muito estranho que são precisamente aqueles que mais combateram a interrupção voluntária da gravidez que agora mais se “assanham” contra este conjunto de técnicas que ajudam a reproduzir vida.
Considero também muito estranho que o PS, embora favorável à PMA, não a aceite em relação a mulheres solteiras e a casais de mulheres. Se para o PS a interrupção voluntária da gravidez é uma decisão que apenas cabe à mulher, porque é que a decisão de ter um filho, utilizando para isso todas as técnicas médicas conhecidas, é condicionada a um qualquer tipo de contratualização com um homem. Há aqui qualquer coisa que não bate muito certo.
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